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This year I’m discovering a bunch of days I didn’t know existed. First it was the National Day of Historic Centres, today the International Day of Monuments and Places…Due to it, today I could participate in two guided tours of the city of Porto. Today I’ll tell you about the one in the morning and for tomorrow I’ll save the best of the day.

The tour was dedicated to the wall that limited the city in D. Fernando’s (king of Portugal) era and the guide was an art historian. It wasn’t a greatly informative tour, but it took me to places where I rarely go or where I’ve never been. The circuit was made through the places where the wall is or used to be.

The visit started in the best kept part of the wall, next to the old building of Instituto Ricardo Jorge, where, for my amazement, you can walk on the wall and have wonderful views of the city sights. We continued through R. da Madeira till S. Bento’s train station and kept on till Cadeia da Relação and R. das Taipas, where, if you pay attention, you can see bits of wall between the houses.

This detail takes me to my first big discovery of the day! The houses in this area (and other areas where the wall existed) were built using the wall as one of their 4 façades. For that reason, those are the places where the wall is at its purest state, but it’s hidden between the houses which used it as their façades, you can only see it by ringing the bell…and we didn’t do it in this visit.

The visit continued with a stop in a centre of social assistance in R. das Virtudes, where we once more had great views of the city and could see a bit of the wall. We kept going until Ribeira, where the wall exists and is where the river stops.

Here, a little stop for a bit of history. The wall’s destruction was mostly done in the time of the Almadas, who had the plan of opening up the streets and squares of the city, like Marquês de Pombal had done in Lisbon. To note that Marquês de Pombal benefited, or took advantage, the destruction brought about by 1755 earthquake. One of the Almadas’ project was to make a square similar to Terreiro do Paço (Lisbon) in Pça do Cubo. The rain didn’t let me take pictures to the details that show that, so ask me to show them to you when we go there together.🙂

The end of the tour was basically to come back to the starting point, i.e., to walk all the way up again!!! We did it through Escadas dos Guindais.

This and the next posts will illustrate this description with photos.🙂

Este ano estou a descobrir uma série de dias que desconhecia. Depois do Dia Nacional dos Centros Históricos, hoje foi o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios…Nesse âmbito tive a oportunidade de fazer duas visitas guiadas na cidade do Porto. Hoje vou-me dedicar aqui no blog à visita da manhã e amanhã (deixando o melhor para o fim) falarei da segunda visita do dia.

Como se pode deduzir pelo título do post, a visita foi dedicada à muralha fernandina e o guia era um senhor historiador de arte, de quem só me recordo do primeiro nome (Francisco). Não foi uma visita muito informativa, mas foi um passeio por sítios onde raramente ou nunca passei, com caminho orientado pelos locais por onde a muralha passava.

O início da visita foi pela zona mais conservada da muralha fernandina, junto ao antigo edifício do Instituto Ricardo Jorge, onde para meu espanto, se pode andar sobre a muralha, com vistas fantásticas sobre a paisagem portuense. Seguiu-se a R. da Madeira até à estação de S. Bento, antigamente Mosteiro de S. Bento (destruído para dar origem à estação). Seguimos até à frente da Cadeia da Relação descendo a R. das Taipas, onde se se prestar atenção se consegue ver as muralhas entre as casas.

Este pormenor leva-me à primeira grande descoberta do dia! (e ao primeiro aparte) As casas dessa zona, e de outras onde passava a muralha, foram construidas usando a muralha como uma das quatro fachadas. Por esse motivo, é nesses locais onde a muralha se encontra no seu estado mais puro, mas está escondida entre duas casas que a usaram como fachada, só sendo possível vê-la tocando à campainha dos moradores, coisa que não fizemos na visita.

A visita seguiu com uma paragem no Serviço de Assistência das Organizações de Maria (S.A.O.M.), com sede na R. das Virtudes e onde é mais uma vez possível ter uma vista belíssima sobre a cidade e vislumbrar um pouco de muralha conservada. Seguimos até à ribeira, onde a muralha existe como muro onde o rio bate e um pouco esventrada na zona dos arcos, já que só um deles é original. Aqui houve oportunidade para mais uma descoberta (e para o segundo aparte).

Toda, ou grande parte, da destruição da muralha, foi feita na época dos Almadas, que tinham como plano alargar as vias e praças da cidade, à imagem do que foi feito por Marquês de Pombal em Lisboa (que no seu caso benefeciou, ou aproveitou, a destruição causada pelo terramoto de 1755). Um dos projectos pensados, era para a Pça do Cubo na ribeira, onde pretendiam fazer uma praça à imagem do Terreiro do Paço em Lisboa. Não tirei fotografias dos pormenores que o comprovam, porque chovia muito na altura, mas quando lá forem comigo, lembrem-me para vos mostrar.🙂

O final da visita limitou-se a fazer o regresso ao ponto de partida, continuando a seguir o percurso da muralha, ou seja, subir!!! Fizemo-lo pelas escadas dos Guindais.

Este e os próximos posts ilustrarão este percurso com imagens🙂