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The second visit of the day, of which I promised to talk about yesterday, was truly great. In contrary to the morning visit, the circuit that takes you from the Cathedral (Sé) to Ribeira is one I know well, but it seems I still had a lot to find out!

This time the guide was an architect whose name is António Moura. From 1975 he worked in the urban renewal of the area from Sé to Ribeira in projects developed for that effect, first by the government and later by the city. Owing to that, there was the opportunity of learning a bit more from the contemporary history of this city I love so much, but that I haven’t been exploring for long…

Porto is a merchant’s city that earned its living from the commercial exchanges to which Douro’s quay in Ribeira was of the utmost importance. Thus, the city grew from there. With time, boats and traffic got bigger and, due to the difficult shape of the port’s entrance, many shipwrecks occurred. That’s when the project of Leixões’ port started taking shape. It was opened on 1938 and Douro’s port started to lose its traffic till in the 1960s it was shut down. That brought revolt and degradation to Ribeira, with organized groups of inhabitants making it difficult for any intervention in the area. After the 25th April 1975 (when the Portuguese dictatorship fell) the inhabitants with worst conditions were relocated to a social neighbourhood, what made it possible to start the urban renewal project I’ve mentioned before. This project refurbished the houses, offering them previously nonexistent conditions, like toilets…As it was aimed for the local inhabitants, who after the renewal would return home and who pay very low rents, in 2003 the political power decided the project had to stop, as it didn’t bring any financial return. We weren’t able to get into any of the houses ’cause we were a big group, but the guide told us he wouldn’t have mind keeping a few houses for himself!

The circuit of the area took us to several places and brought many stories, that I think may be a bit boring to read in a blog. Even more because I was to interested in what was being said during the tour, I kind of forgot to take pics, so there aren’t many to help me illustrate it…

I’ll leave you a list of the places and the few photos I shot. Cathedral (stories of French Invasions and hidden treasures), The Association of Portuguese Architects (where the 1st archeological findings from before the Romans in the city were found), Casa Museu de Guerra Junqueiro, Paço Episcopal (bishop’s house – not open to the public, only in special occasions), Grilos’ Church (stories of the city’s hierarchies involving religious orders and stories about Marquês de Pombal and the Távoras), Palácio das Artes, Ferreira Borges’ Market (a copy of Les Halles in Paris), Casa do Infante (architectonic curiosities and stories about kings). Once more I tell you, when you visit these places in my company, ask me for the stories…🙂

A segunda visita do dia, de que vos prometi falar hoje, foi definitivamente imperdível. Ao contrário da manhã, o percurso da Sé à Ribeira é-me bastante familiar, mas afinal ainda tinha muito por descobrir!

Desta feita, o guia era o arquitecto António Moura, que desde 1975 trabalhou na renovação urbana da freguesia da Sé, primeiro no CRUARB (Comissariado para a Renovação Urbana da Área da Ribeira) e depois nos projectos que se lhe seguiram com o mesmo intuito, até ao actual vazio de projectos. Por esse motivo, houve a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a história contemporânea da cidade que eu tanto gosto, mas que apenas comecei a explorar há coisa de 10 anos…

O Porto é uma cidade de mercadores que vivia das trocas comerciais para as quais o porto do Douro, na ribeira, tinha uma grande importância, tendo a cidade crescido partindo do porto. Com o passar dos anos as embarcações foram-se tornando maiores e em maior número devido ao aumendo do tráfego. Devido à sua forma, com uma entrada estreita, o porto do Douro foi-se tornando cada vez mais difícil de navegar, tendo ocorrido vários naufrágios. Começaram assim a surgir os planos para o porto de Leixões, hoje o maior porto artificial de Portugal, que inaugurou no ano de 1938. A partir daí o porto do Douro foi sendo sucessivamente abandonado, tendo deixado de funcionar nos anos 60. Esse afastamento da maior fonte de trabalho da zona levou a uma grande degradação da área, com grupos de moradores revoltados que tornavam difícil uma intervenção. Depois do 25 de Abril houve o realojamento dos habitantes mais carenciados da zona da ribeira para o Bairro do Aleixo, o que, não obstante todos os problemas que possa ter criado, permitiu que se iniciasse um projecto de reabilitação da zona da ribeira, surgindo assim o CRUARB. Inicialmente sob a tutela do governo central e mais tarde, a partir 1982, sob a tutela da Câmara do Porto com outro nome (Direcção do Projecto Municipal de Renovação Urbana do Centro Histórico do Porto), o projecto detinava-se à renovação das casas da ribeira, conferindo-lhe condições de habitabilidade que antes não possuiam, como por exemplo, casa-de-banho…Visto que era um projecto que tinha como objectivo a manutenção dos habitantes originais nas suas casas, habitantes esses de longa data e de rendas baixas, em 2003 o poder político considerou que era um projecto sem retorno financeiro e que, por isso, teria de ser terminado. Infelizmente, como eramos um grupo grande, não tivemos o previlégio de entrar em nenhuma destas casas, mas o arquitecto António Moura garantiu-nos que gostaria até de ter ficado com algumas para ele!

A visita por esta zona levou-nos a vários sítios de interesse e trouxe consigo várias histórias que eu temo serem demasiado maçadoras para escrever em blog. Sobretudo porque devido ao meu interesse acrescentado no que estava a ser dito, não tenho muitas fotos para ilustrar o meu percurso…

Deixo-vos com uma lista dos sítios que visitamos e as poucas fotos que tirei. Sé Catedral (histórias sobre invasões francesas e tesouros escondidos), Ordem dos Arquitectos (onde foram encontrados os primeiros vestígios castrenses na cidade), Casa Museu de Guerra Junqueiro, Paço Episcopal (não aberto ao público, só se pode visitar assim em situações especiais), Igreja dos Grilos (histórias sobre hierarquias da cidade envolvendo Jesuítas e Franciscanos e histórias sobre Marquês de Pombal e Távoras), Palácio das Artes, Mercado Ferreira Borges (cópia do Les Halles em Paris, que agora vou ter mesmo que visitar), Casa do Infante (pequenas curiosidades arquitectónicas e histórias sobre reis). Mais uma vez vos digo, quando lá forem comigo, peçam-me para vos contar as histórias que aprendi e de que vos dei um cheirinho entre parênteses.